Secult de Roraima realiza 1º Festival Nenê Macaggi

Palácio da Cultura Nenê Macaggi em Boa Vista
Palácio da Cultura Nenê Macaggi em Boa Vista
Palácio da Cultura Nenê Macaggi em Boa Vista

 

BOA VISTA [ ABN NEWS ] — Para celebrar o aniversário daquela que marcou a história da literatura e da comunicação de Roraima, a Secult (Secretaria Estadual de Cultura), realiza na sexta-feira, dia 24 de abril, no Palácio da Cultura, o 1º Festival Nenê Macaggi. Data em que também se comemora o Dia do Escritor Roraimense.

Escritora, Nenê Macaggi, foi considerada uma das autoras mais importantes da bibliografia de Roraima, se destacando entre contos, crônicas, romances e ao escrever sobre o cotidiano dos roraimenses. Em homenagem a ela, no ano de 1992, ao ser inaugurado o Palácio da Cultura, recebeu o nome da escritora, eternizando sua história em Roraima.

“Essa é uma data muito significativa, primeiro em função da memória da Nenê e segundo que é uma demonstração de uma iniciativa pública para se valorizar, por meio de uma data cívica, a produção literária do estado”, destacou o secretário estadual de Cultura, Marcos Jorge.

A programação de atividades inicia a partir das 8 horas, no hall do Palácio, com a exposição fotográfica “Nenê Macaggi”. Dando continuidade, às 18 horas será realizada a abertura oficial do festival, com o memorial sobre a vida da autora, com Elena Fioretti, uma das estudiosas da vida de Nenê.

Pessoas que conviveram com a escritora, como o artista, Miranda de Aquino e o historiador, Francisco Cândido, farão relatos sobre a história dela. Haverá também apresentação em literatura de cordel e recital de poesias, além de apresentações musicais, por meio do projeto “Artista no Rio”, com os cantores roraimenses, Halisson Cristian, Zeca Preto e Neuber Uchôa.

Nenê Macaggi – Nasceu Maria Macaggi, em 24 de abril de 1913, em Paranaguá, no Paraná, mas foi como Nenê que ela entrou para a história de Roraima.

Nenê Macaggi surgiu por terras amazônidas no início dos anos 40, enviada pelo então presidente Getúlio Vargas, para fazer um trabalho jornalístico descrevendo a situação dos então territórios da região.

Fixando-se primeiro no Amazonas, em 1941, no ano seguinte veio para Roraima, onde deu continuidade ao seu trabalho jornalístico e literário, destacando-se entre as obras: “A Mulher do Garimpo”, escrito na década de 70, e considerado o marco inicial da produção literária no Estado, “Conto de Amor”, “Exaltação ao Verde”, entre outras. Em 1993, já aos 95 anos, ela faleceu de morte natural.

Incentivo Cultural – Na oportunidade, o secretário de Cultura, Marcos Jorge, fará o lançamento do edital da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. A Lei é uma política pública do Governo do Estado, voltada às produções culturais de Roraima. Todos os anos, o Governo reserva 3% da receita orçamentária recolhida pelo ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), para incentivar a produção artística com o financiamento de projetos patrocinados por empresas privadas.

Para que o artista tenha acesso aos benefícios da Lei, é necessário apresentar um projeto cultural para ser apreciado pelo Gtap (Grupo Técnico de Avaliação de Projetos). Após a emissão do parecer técnico, certificando a aprovação, o artista deve buscar empresas privadas que tenham interesse em patrocinar a cultura local e receber isenção fiscal de até 80% do investimento aplicado.